O uso das hashtags no Instagram: menos é mais?
Entenda o papel atual das hashtags no Instagram, por que poucas e relevantes funcionam melhor e o que pesa mais na descoberta: legenda, palavras e conteúdo.
Durante anos, a recomendação comum para quem queria crescer no Instagram era encher as publicações de hashtags. Blocos enormes no fim da legenda ou no primeiro comentário viraram padrão. Esse cenário mudou. O próprio Instagram passou a tratar as hashtags como um recurso de organização, e não como uma alavanca de alcance, e reduziu o número permitido por publicação.
A resposta curta para a pergunta do título é sim: menos, e mais relevantes, costuma ser melhor. Mas entender o porquê ajuda a usar o recurso do jeito certo.
Para que servem as hashtags hoje
Uma hashtag é um rótulo. Ela agrupa publicações sobre o mesmo tema em uma página própria e ajuda o Instagram a entender do que trata o conteúdo. É isso.
O Instagram já afirmou publicamente que hashtags não são um fator relevante para aumentar o alcance de uma publicação. O que define a distribuição é a reação das pessoas ao conteúdo: se assistem, curtem, comentam, salvam e enviam para alguém. Uma hashtag pode ajudar a classificar o post, mas não salva um conteúdo que não interessa.
O limite de hashtags por publicação, que por muito tempo foi de 30, foi reduzido. Como essas regras mudam, confira no próprio aplicativo o limite atual antes de montar seu padrão de uso.
Por que excesso de hashtags atrapalha
Mesmo quando a regra permitia dezenas de hashtags, usar muitas trazia problemas:
- Poluição da legenda: um bloco de palavras com cerquilha deixa o texto difícil de ler e com aparência amadora;
- Sinal confuso: dezenas de rótulos diferentes deixam menos claro qual é o assunto real do post;
- Hashtags genéricas não levam a lugar nenhum: termos muito amplos reúnem um volume enorme de publicações, e o seu conteúdo some entre elas;
- Hashtags irrelevantes atraem o público errado: usar termos populares sem relação com o negócio pode até trazer visualizações, mas de pessoas que nunca vão comprar.
Como escolher as hashtags certas
Com poucas opções por post, cada escolha precisa fazer sentido. Alguns critérios:
Específicas em vez de genéricas
“#marketing” ou “#empreendedorismo” descrevem quase nada. Termos mais específicos, ligados ao serviço e ao público, como o nome de uma técnica, de um nicho ou de um tipo de produto, organizam melhor o conteúdo.
Locais, quando o negócio é local
Para quem atende uma região, hashtags com o nome da cidade ou do bairro combinadas ao serviço podem ajudar quem procura algo próximo. Uma confeitaria pode usar algo como o tipo de doce acompanhado da cidade.
Da própria marca
Uma hashtag própria, com o nome da empresa ou de uma campanha, serve para organizar conteúdo e reunir publicações de clientes. Ela só funciona se a empresa realmente divulgar e incentivar o uso.
Coerentes com o post
A hashtag deve descrever aquele conteúdo, e não ser um pacote fixo copiado em todas as publicações. Se o post é sobre manutenção de ar-condicionado, as hashtags devem tratar disso.
O que pesa mais do que hashtags
Se a meta é ser encontrado, outros elementos têm mais efeito:
- Palavras-chave na legenda: o Instagram usa o texto da legenda para mostrar publicações na busca. Escrever de forma natural os termos que o cliente pesquisaria é mais útil do que acumular hashtags. Detalhamos isso em legendas que impulsionam engajamento;
- Campo de nome e bio: são considerados na busca de perfis;
- Texto falado e escrito no vídeo: em Reels, o que aparece na tela e o que é dito ajudam a contextualizar o conteúdo;
- Qualidade do conteúdo: é o que faz as pessoas assistirem até o fim, salvarem e compartilharem, e isso pesa na distribuição.
Há ainda um ponto que muita empresa desconhece: publicações de contas profissionais públicas podem aparecer em buscadores como o Google, conforme as configurações da conta. Mais um motivo para escrever legendas claras e descritivas.
Um processo simples para testar
Como não existe uma regra única para todos os perfis, vale testar com método:
- Defina um pequeno conjunto de hashtags específicas por tema que a empresa costuma abordar;
- Use apenas as que combinam com cada publicação;
- Mantenha o restante da legenda clara e com palavras-chave;
- Após algumas semanas, compare nas estatísticas de cada post o alcance entre não seguidores e, quando o aplicativo mostrar, a origem das visualizações;
- Se as hashtags não fazem diferença perceptível, não vale gastar energia com elas. Se fazem, refine as que trazem resultado.
Conclusão
As hashtags deixaram de ser atalho para alcance e voltaram a ser o que sempre foram: rótulos para organizar conteúdo. Usar poucas, específicas e coerentes com cada publicação é o caminho mais sensato, e o esforço maior deve ir para legenda, palavras-chave e qualidade do conteúdo. Para entender como a Ruok conecta redes sociais, busca e presença em uma estratégia única, conheça a frente de SEO, GEO e presença digital.
